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Nem todo sim é "gentileza"

  • 6 de jul.
  • 1 min de leitura

Existem pessoas que aprenderam cedo que para serem aceitas não podiam incomodar, muito menos colocarem seus desejos e posicionamentos dentro de uma relação.

Ajudam, cedem, se adaptam, aceitam mais do que gostariam e quase nunca dizem “não”. De fora, parece gentileza. Mas em muitos momentos não é exatamente uma questão de bondade e sim, medo.

Medo de decepcionar, de parecer egoísta, de perder espaço na relação. Medo da relação ser rompida quando limites são estabelecidos.

Existe uma diferença entre estar disponível genuinamente e estar sempre disponível para continuar sendo amado. Quando o “sim” deixa de ser escolha e vira condição para pertencer, ele pode começar a custar caro.

Dizer não nem sempre afasta você de uma outra pessoa, mas dizer sim o tempo inteiro, afasta você de si próprio.O limite é justamente o que permite que uma relação exista sem que alguém precise desaparecer dentro dela.

E isso também pode ser olhado com cuidado, com presença e, aos poucos, com mais liberdade de escolha. Na psicoterapia, esse movimento encontra espaço para ser compreendido sem culpa e reconstruído com mais verdade sobre quem você é e sobre como você quer se relacionar.


 
 

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