top of page

Organização Emocional e Rotina

  • 23 de jun.
  • 1 min de leitura

Quando a gente fala em rotina, muita gente associa à disciplina, controle e produtividade. Como se conseguir manter uma rotina fosse só questão de esforço ou força de vontade. No entanto, a rotina não serve só pra fazer a gente produzir mais. Ela também organiza emocionalmente e fisicamente o nosso corpo.

O cérebro gosta de previsibilidade. Horários minimamente consistentes de sono, alimentação, pausas, descanso, contato social. Tudo isso ajuda o sistema nervoso a entender que existe estabilidade e segurança.

Quando a gente perde completamente essa organização, o corpo muitas vezes entra em estado de alerta. E aí aparecem coisas que costumam ser interpretadas como ‘preguiça’, ‘desleixo’ ou ‘falta de foco’, mas que podem ter muito mais relação com desregulação física e emocional.

Porque é difícil ter concentração quando você dorme mal. É difícil ter disposição quando seu corpo está exausto. É difícil manter constância quando você vive em sobrecarga ou ansiedade.

E é por isso também que quando se está sem nenhuma rotina, criar uma pode ser extremamente desafiador. Entretanto, ter uma rotina não significa que ela precisa ser perfeitamente seguida ou rígida. Até porque rotina excessivamente controlada também pode virar fonte de sofrimento.

A ideia não é transformar a vida em uma planilha, mas criar pequenos pontos de previsibilidade que ajudam o corpo e a mente a se sentirem mais organizados. Dessa forma, não é sobre se cobrar mais. Mas sim sobre entender melhor do que o seu corpo precisa pra funcionar com mais equilíbrio.

 
 

Posts recentes

Ver tudo
Autoconhecimento e analogia a cebola

A personalidade, as emoções e os comportamentos são formados por camadas. À medida que uma pessoa se conhece melhor ou faz psicoterapia, ela vai "descascando" essas camadas para compreender aspectos m

 
 
Nem todo sim é "gentileza"

Existem pessoas que aprenderam cedo que para serem aceitas não podiam incomodar, muito menos colocarem seus desejos e posicionamentos dentro de uma relação. Ajudam, cedem, se adaptam, aceitam mais do

 
 
Pensamento "tudo ou nada"

As vezes transformamos um errinho em uma sentença dura sobre quem somos. Isso vem de uma distorção cognitiva que na psicologia chamamos de pensamento dicotômico ou "pensamento 8 ou 80": ou eu faço 100

 
 

© 2026 

bottom of page