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Procrastinação

22 de jun.
2 min de leitura

“Eu sei o que tenho que fazer… mas eu simplesmente não consigo.”

A procrastinação não acontece só por falta de disciplina ou por preguiça. Estudos mostram que ela está ligada à emoções, impulsos e hábitos. 

Nós, enquanto seres humanos, buscamos valorizar recompensas e evitar desconfortos. isso quer dizer que adiar atividades desagradáveis é uma resposta natural do nosso cérebro. E sabemos muito bem o que é isso, nãe é mesmo? Tudo parece ficar mais interessante e importante do que fazer o que precisa fazer, até abrir o aplicativo de email pela terceira vez. Depois vem culpa, frustração e sensação de incapacidade.

Além de ser uma resposta natural, a procrastinação pode estar associada a uma forma de lidar com emoções negativas. Ou seja, eu adio para não entrar em contato com o meu medo de não fazer perfeito, minha ansiedade ou um tédio em fazer alguma coisa chata.

A questão é que o cérebro aprende a viver nesse ciclo que evita o desconforto agora mesmo que aumente o sofrimento depois. E quanto mais esse ciclo se repete, mais automático ele fica e torna-se um hábito. O que deixa mais desafiador sair desse ciclo. 

Nesses momentos de procrastinação é mais interessante perguntar “o que dentro de mim torna tão difícil começar?”   Do “ por que eu não faço o que preciso fazer?  

Procrastinar é um hábito comum. No entanto, quando torna-se um hábito pode gerar prejuízos na saúde mental e bem-estar, causando sofrimento.

Com a psicoterapia e autoconhecimento é possível lidar com esse adiamento de uma forma mais saudável no seu dia-a-dia. É importante colocar que algumas condições de saúde mental como ansiedade, depressão e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, também podem desencadear ou potencializar a procrastinação.


 
 

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