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Repertório emocional

23 de jun.
1 min de leitura

“Você sabe o que está sentindo hoje… ou só sabe que não está bem?

Muita gente consegue perceber que tem alguma coisa errada, mas não consegue identificar exatamente o que sente. E isso gera uma sensação confusa, difusa, difícil até de explicar.

Porque existe uma diferença importante entre sentir uma emoção e conseguir identificá-la, nomeá-la. Às vezes chamamos tudo de ansiedade. Ou tudo de estresse. Ou tudo de angustia.

No entanto, existem diversos sentimentos como frustração, culpa, cansaço, insegurança, solidão, medo, irritação, sensação de insuficiência… E quando tudo vira a mesma coisa, fica muito mais difícil entender o que realmente está acontecendo e, com isso, do que você precisa naquele momento. Porque as emoçoes nos informam sobre nossas necessidades.

Ter um repertório emocional serve justamente para ampliar a capacidade de perceber, diferenciar e organizar o que acontece dentro de você. Claro que nomear não resolve tudo. Mas dá contorno, organiza. Ajuda a gente a sair daquela sensação caótica em que parece que está tudo misturado.

E isso também muda a forma como a gente se comunica nas relações e até na terapia.

Entretanto, esse processo não acontece automaticamente. É um aprendizado. Envolve pausa, abrir espaço para sentir, observar e muitas vezes a psicoterapia ajuda justamente a construir esse repertório emocional.

Assim, antes de tentar resolver tudo imediatamente, valha a pena começar com uma pergunta mais simples: ‘O que exatamente eu estou sentindo?’ Porque quanto mais você consegue nomear o que sente, menos você fica refém disso.”

 
 

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