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CRP 06/236027
Padrões de comportamentos
Sabe aquela sensação de perceber que você está fazendo a mesma coisa de novo? Aceitando mais uma tarefa quando já está no limite. Rolando a tela por horas quando precisava descansar. Deixando o cuidado com o corpo sempre para depois. Em algumas situações parece que existe uma parte de nós que observa esses movimentos antes de nos darmos conta. Uma versão nossa que tenta chamar atenção para aquilo que estamos ignorando: o cansaço, os limites, as necessidades e os sinais que o
"Quando aceito como sou, posso então mudar"
Essa frase do título dita pelo psicólogo humanista Carl Roger nos convida a refletir que cceitar quem você é, muitas vezes, significa olhar para si com honestidade, sem negar a própria história, as emoções e as experiências que fizeram parte do caminho. E ainda assim, se permitir crescer. Muitas vezes, tentamos mudar rejeitando partes de nós mesmos. Mas a transformação mais profunda costuma começar quando deixamos de lutar contra quem somos e passamos a nos compreender com ma
A vergonha
A vergonha não faz barulho. Ela aparece em pensamentos que parecem apenas cautela, educação ou timidez. Essa emoção faz com que a gente se torne o próprio espectador mais severo. Ela nos convence de que estamos sendo observados o tempo todo, quando esse olhar crítico existe principalmente dentro de nós. Diferente da culpa, que costuma estar relacionada ao que fizemos, a vergonha atinge quem acreditamos ser. Ela sussurra que não somos bons o suficiente, interessantes o suficie
O passado não precisa desaparecer para você seguir
Existe uma ideia de que estar curado significa não sentir mais nada quando lembramos do que aconteceu. Como se seguir em frente dependesse de esquecer, apagar memórias ou deixar de se importar. Curar não é apagar o passado. É poder olhar para a própria história sem precisar continuar vivendo dentro dela. Algumas experiências deixam marcas. Algumas dores mudam a forma como enxergamos as pessoas, os relacionamentos e até a nós mesmos. E tudo bem reconhecer que aquilo fez parte
Comparação e Autoestima
Tem dias em que parece que todo mundo está mais à frente. Alguém da mesma idade já conquistou aquilo que você queria. Alguém parece ter a vida que você imaginou para si. Alguém aparece nas redes vivendo exatamente a versão da vida que você gostaria de estar vivendo. E, sem perceber, você começa a usar a trajetória do outro como régua para medir a sua. Só que existe uma parte dessa comparação que quase nunca aparece: você está olhando para o caminho inteiro de alguém a partir
Fenômeno Maxxing
E se a busca pela sua melhor versão nunca terminasse? Você pode melhorar o corpo, a alimentação, a produtividade, o sono, a carreira, os hábitos. E, ainda assim, sentir que precisa fazer mais. É nesse contexto que surge o MAXXING, um fenômeno que ganhou força nas redes sociais, especialmente entre a Geração Z, e que começa a atravessar também o ambiente de trabalho. A ideia de buscar evolução não é, por si só, um problema. O que merece atenção é quando melhorar deixa de ser u
O medo
O medo não aparece só como um susto. Ele chega disfarçado de prudência, adiamentos ou necessidade de ter certeza. Ele pode nos fazer antecipar cenários, imaginar consequências e procurar garantias antes mesmo de existir um perigo concreto. E, quando isso acontece com frequência, o que ainda não aconteceu passa a ocupar espaço demais no presente. São pensamentos que podem parecer apenas cautela, mas, por trás deles, pode existir uma tentativa de evitar a sensação de vulnerabil
Paz ou ausência de conflito: você sabe diferenciar?
Nem todo silêncio é paz e nem todo conflito é ausência dela. Alguns de nós aprendemos a chamar de paz aquilo que, na verdade, é apenas a ausência de confronto. Evitamos conversas difíceis, engolimos incômodos, cedemos para não desagradar e deixamos de dizer o que pensamos para preservar uma sensação de tranquilidade. Por fora tudo parece bem. Mas o que acontece quando essa tranquilidade depende de não podermos expressar aquilo que sentimos? Existe uma diferença importante ent
Você precisa se ajustar para caber?
Você percebe que está escolhendo melhor as palavras, escondendo algumas partes, revendo o que sente antes de dizer, apagando aquilo que gostaria de mostrar? Como se estivesse se “auto editando” a todo instante. Há medo de não ser aceito, de incomodar, de parecer demais, de perder alguém, de não pertencer. Sem perceber, você se torna uma versão mais fácil para os outros e difícil de sustentar para si mesma. No entanto, existe uma diferença entre se adaptar a uma situação e pre
E se nem tudo precisasse ensinar alguma coisa?
Propósito virou performance. Vivemos uma época em que tudo precisa ser tirado uma lição. Como se pensar que algo teve um propósito fosse a única maneira de suportar o que aconteceu. No entanto, passar por uma situação não garante sabedoria. Muitas vezes, uma vivência é apenas um fato que aconteceu, sem deixar uma lição profunda ou uma grande mudança de mentalidade. A exigência de que "tudo tem um propósito" ou "uma lição oculta" pode gerar culpa emocional. Às vezes, um dia ru
O ressentimento
Ressentimento não se trata apenas de lembrar do que aconteceu. Ressentir é seguir emocionalmente ligado a uma experiência passada. A situação já terminou, a pessoa já foi embora, a vida seguiu, mas por dentro a experiência continua sendo revisitada. Na lembrança, na raiva, na sensação de injustiça, naquilo que você gostaria que o outro tivesse feito diferente. Por isso, elaborar um ressentimento não significa necessariamente perdoar, esquecer ou dizer que “está tudo bem”. Si
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